
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Bonito de ver

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Quando eu aprendi a dizer adeus
Uma luz vem banhar minha tarde e com ela a memória do que vi e senti. As lembranças provocam chuva em meus olhos. Água boa, que irriga o solo do caminho. O mesmo solo que já foi enchente e secura aprendeu a ser poesia.
Na chuva do agora vejo como naveguei nas águas de minha vida sem saber aportar. Sem saber desatar os nós cegos é difícil aprender a fazer os bons laços. O percurso foi aprendizado duro e sofrido. Foi isso que a estrada da vida me trouxe. Tive que ter força para atravessar a aridez do caminho ou a enchente do mar vermelho que fez meu coração parar e quase me levou embora. Doeu muito ver luzes em tetos de hospitais. Doeu ver os pedaços de mim pelo chão enquanto eu tinha que continuar o caminho. Eu tinha que continuar ! Tive que encontrar luminescências para caminhar em dias nebulosos e também tive que aprender a dizer adeus, porque na vida temos que nos despedir para poder reconhecer a chegada de quem tem que vir, para acolher e abraçar quem vem para ficar.
Quando eu aprendi a dizer adeus soube que você chegaria. Quando eu aprendi a dizer adeus uma semente em mim nasceu com o nome de rosa. Essa rosa é a luz que nos deu as mãos, caminha conosco e tece o laço maior da vida, o primeiríssimo elã de tudo: o amor. É esse amor que lava meus olhos, irriga meu solo e faz florescer um jardim que ficou muito mais colorido depois que eu aprendi a dizer adeus. Foi aprendendo a dizer adeus que te vi chegar e é com todo o amor que te recebo e te beijo.
imagem: padmé e anakin em star wars
sábado, 12 de dezembro de 2009
(So) Frida: a dor na vida e na arte de Frida Kahlo
Luana é aluna da Fanor do curso de fisioterapia e é fascinada pelos mistérios da dor. Foi durante a disciplina de clinica da dor que Luana conheceu a história de Frida Kahlo. Encantada com a intensidade retratada nas obras de Frida, Luana resolveu mergulhar nesse universo. E decidiu que a dor na obra e na vida de Frida Kahlo seria o tema do seu trabalho de conclusão de curso.
Criou-se um conflito. Quem orientaria Luana? Bruno, o coordenador do curso, lembrou que no ano passado assistiu a uma palestra minha sobre as mulheres e a arte. E foi assim que Luana se tornou minha orientanda. Ontem foi a apresentação do trabalho e foi muito tocante, emocionante. Luana conseguiu ter sensibilidade e disciplina para abordar o tema, inclusive os aspectos da vida de Frida relacionados ao rompimento com as convenções. Frida expôs a própria dor em suas obras e participou politicamente da sociedade. Assumiu posturas diferenciadas, vestiu-se com roupas masculinas, ou com os trajes típicos de sua região, as vestes tehuana. Participava intensamente dos movimentos políticos, lutava pela consciência nacional mexicana, pela arte mexicana independente. Levantava a bandeira do partido comunista, aliou-se a Trostsky.
Entretanto, existem dois marcos na obra de Frida Kahlo: a dor, as seqüelas físicas do acidente que sofreu quando tinha dezoito anos e as angústias do amor intenso por um conquistador irrefreável, como era o muralista mexicano Diego Rivera. Frida representava suas dores com toda a crueza que sua arte permitia. Vísceras, sangue, pedaços dos filhos mortos, as dores físicas e simbólicas foram escancaradas na obra de Frida Kahlo.
Parabéns pra Luana.
Foi uma alegria pra mim ser orientadora deste trabalho.
Imagem: obra de Frida Kahlo, "a coluna partida".
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Encontro-jardim
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Para o meu amor
Passos.
Pelo caminho.
Segui.
Bailarina e
dancei,
um solo.
Procurando.
Esperando.
Finalmente encontrando.
(A delicada freqüência)
do amor.
Uma tessitura.
Uma narrativa.
Uma história.
Eu e você.
Mãos enlaçadas.
Tanto
que tive amnésias.
Esqueci os solos.
Agora só sei dançar enamorada.
Imagem: cena do filme "diário de uma paixão"



