domingo, 2 de janeiro de 2011

Curtindo o processo

Basta ficar um tempinho fora de casa para sentir saudade dos meus livros. Então resolvi aproveitar as férias e ficar mais tempo com eles. Estou catalogando tudo, por autor e tema, e assim vou revisitando cada livro, um por um, sentindo antigas e novas emoções. Esse processo de reencontro, de retorno, despertou a lembrança da metáfora de Jorge Luís Borges com relação às bibliotecas. A biblioteca como uma espécie de gabinete mágico, no qual estão guardados os grandes espíritos da humanidade. Ao abrir o livro, os espíritos voltam à vida, e a partir desse momento podemos conversar com eles. Hoje teci vários diálogos com Milton Santos sobre globalização, o papel dos intelectuais contemporâneos e o prognóstico de um novo mundo possível. Fiquei horas namorando com a poesia, principalmente a Invenção de Orfeu, de Jorge de Lima, que foi inspiração para a Bienal do ano passado (Mesmo sem naus e sem rumos/ mesmo sem vagas e areias/ há sempre um copo de mar/ para um homem navegar). Tão bonito 2011, a renovação, a esperança...

3 comentários:

Daniel Simões disse...

Eu tenho estado a viajar nuns romances do Reader's Digest que comprei numa feira de usados: nunca dei muita atenção para coletâneas como a deste clube literário, mas, mesmo não conhecendo nenhum dos autores, estou estou amando!

glória disse...

Eu aqui, fazendo a mesma coisa. E Hilda diz: "O palavrão é o solicismo da alma". Se é... haja a poeira para rever. Quase seis anos. bjs

Ana Valeska Maia disse...

Daniel,
Nunca li esses romances do Reader's Digest. Confesso que fiquei curiosa.

Glória querida,
Saudades de você!