sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Misturas


O povo da arte não entende porque eu insisto no direito.
O povo do direito não entende muito o que eu faço na arte.
A resposta é simples: a arte precisa do direito e o direito precisa muito da arte!!!

Fundamentalmente é uma questão de aprender a olhar para quem realmente somos ou podemos ser. Ontem estive com 25 alunos do curso de Direito numa visita guiada ao fórum Clóvis Beviláqua.
Foi um momento muito especial, pois para quase todos os alunos foi a primeira vez no fórum!!!
Um olhar estava sendo construído e isso não é qualquer coisa!

Senti a força desses primeiros passos no encantamento dos alunos, pela colheita que eu fazia das impressões narradas enquanto caminhávamos pelas salas, gabinetes, corredores e rampas do fórum.

Tivemos a sorte de encontrar servidores e juízes nos recebendo com simpatia, alegria e fé na justiça.

Destaco especialmente a visita à 2ª vara de família, e a atenção especial que o juiz deu aos alunos, incentivando-os a ter firmeza e esperança na profissão, mostrando como a vida está entrelaçada no direito, muito além do que autoriza a letra fria da lei ou a visibilidade permitida pelas páginas de um processo.

E ao final das contas, para que serve essa separação entre direito, vida e arte mesmo?

Quero as misturas!
p.s. onde está a ana? dá pra ver um pouquinho, do lado da deusa...

2 comentários:

R.Vinicius disse...

Oi. "Eu vejo a mescla. Está onde uma gera a disciplina, a outra confere a disciplina o fundo." Eis o que vejo no trilho entre Direito e Arte. E o que há entre elas e a autora que é o suporte de ambas? Há na autora o suporte – seus traços que confluem na naturalidade necessária para a existência de todo o conjunto. Abraço.

Dayalesson disse...

passando para deixar um bjao, fik com Deus!!!!